DÚVIDAS FREQUENTES

Aqui você encontra respostas para algumas das dúvidas mais frequentes sobre Urologia.

· Quais são as opções de tratamento de cálculo renal?

Cálculos complexos estão se tornando cada vez mais raros e com isto a terapia está se tornando cada vez mais ambulatorial (o paciente não necessita ficar hospitalizado). No entanto, o manejo com sucesso exige competência em todos os aspectos, desde o diagnóstico, preparo do paciente, indicação da forma de tratamento até os cuidados no pós-operatório. O desafio, hoje, é empregar a abordagem ideal para cada situação específica.
O Complexo Hospitalar da ISCMPA, possui hoje, todas as alternativas para serem utilizadas no tratamento dos cálculos do aparelho urinário. Podemos citar:

1. Litotripsia extracorpórea por ondas de choque: o médico localiza o cálculo com o auxilio da radioscopia ou do ultrassom, ou ambos, e a máquina fragmenta o cálculo e o paciente elimina-o através da urina em fragmentos como grãos de areia.

2. Litotripsia intracorpórea percutânea: o médico localiza o cálculo com um aparelho de radioscopia ou ultrassom, punciona o rim através da região lombar com uma agulha, dilata o trajeto e coloca o nefroscópio com lente que permite a visualização do cálculo, fragmenta-o com a utilização de ultrassom e retira os fragmentos.

3. Litotripsia intracorpórea laparoscópica (usada em casos complexos): o médico realiza uma laparoscopia, entra no rim pelo sistema coletor (conhecido como pelve renal) e retira o cálculo, inteiro ou fragmentado.

4. Litotripsia intracorpórea: para cálculos de ureter (cálculo que trancou no trajeto entre o rim e a bexiga): o médico localiza o cálculo com Radioscopia e entra com o ureteroscópio pela uretra passa pela bexiga e vai ao encontro do cálculo. Aparelho que pode ser rígido, semirígido ou flexível, sendo que a utilização de um ou outro irá depender da localização e tipo de cálculo. Utiliza uma fonte de energia para fragmentá-lo (ultrassônica, eletro-hidráulica, pneumática ou laser) e depois retirá-lo. Um recurso muito utilizado nos casos de urgência é a drenagem do rim com o uso de um cateter conhecido como “Duplo J”, que drena o rim e o médico tem tempo para planejar corretamente o melhor procedimento. O “Duplo J” é de uso temporário devendo ser sempre retirado assim que o problema for resolvido.

· Recentemente fiz um exame de urina e apareceu o item "grande quantidade de grânulos amorfos". Tem a ver com cálculos?

A presença de cristais ou substâncias amorfas (sem forma definida) em uma amostra isolada de exame de urina não tem muito significado clínico. Quando estas alterações estão acompanhadas de sintomas ou são encontradas em amostra colhida durante 24 horas, pode significar alguma coisa, mas mesmo assim, tem pouca relação com cálculos urinários. O fator mais significativo para suspeitar-se de calculose urinária a partir de um exame de urinar é a presença de hematúria (sangue ou hemácias na urina). A causa mais comum de hematúria é cálculo urinário. A produção de cristais na urina aumenta quando a concentração está aumentada (quando uma pessoa ingere pouca quantidade de líquido durante o dia). Se o exame foi realizado apenas por razões preventivas e você não está sentindo nada, fique tranquila. Porém, se foi realizado para investigação clínica de algum sintoma que você estava apresentando, é melhor você consultar o médico que solicitou o exame.

· É possível curar uma cistite crônica?

O termo "cistite crônica" é atribuído ao tipo de processo inflamatório que é observado ao microscópio em uma lâmina de biópsia da bexiga urinária. Existem diferentes doenças que provocam esse tipo de inflamação. Algumas doenças têm causa conhecida e podem ser curadas. Outras, de causa desconhecida, ainda não podem ser curadas. Todavia, podem ser tratadas de modo a aliviar os sintomas e dar mais conforto aos portadores do problema. A informação mais importante que uma pessoa portadora de cistite crônica deve saber é que esses casos não se transformam em doenças malignas (como câncer, por exemplo). Além disso, é preciso fazer uma lista completa dos fatores desencadeantes das crises dolorosas (por exemplo, alimentação, bebidas, nervosismo, ansiedade, clima, etc) e uma lista completa dos fatores de alívio. Além disso, a freqüência das crises e o impacto dos sintomas nas atividades cotidianas devem ser anotados. Finalmente, o exame físico e a presença de doenças associadas têm que ser levantados. De posse dessas informações, procure um urologista para obter orientações específicas sobre o seu caso.

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